Entidades comemoram lucros obtidos durante quatro dias do Arraial de Santo Antônio

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Campo Grande, 15/06/2017 às 13:51

A tradicional festa junina de Campo Grande chegou ao fim no dia 13 de junho, mas para a maioria das entidades filantrópicas que trabalharam nos quatro dias do Arraial de Santo Antônio os festejos poderiam continuar. Isto porque as vendas de comidas e bebidas típicas foram consideradas boas e o dinheiro arrecadado será utilizado para cobrir despesas que pesam na contabilidade.

Antônio Deiro, presidente da Associação Escola Clínica Santa Terezinha, localizada na Vila Piratininga, é um dos que mais celebram os resultados. “Esse arraial veio a calhar, tivemos vendas razoáveis e, inclusive, conseguimos por em dia despesas administrativas como contas de água e luz”, diz aliviado.  A associação comandada por Antônio realiza diariamente cerca de 270 atendimentos. Crianças que tratam síndrome ou têm algum tipo de deficiência física ou mental, além de seus familiares, são assistidos pela entidade.

Expedito Henrique de Melo, presidente da Associação Especial de Atendimento ao Deficiente Mental, comenta que os dias de festa foram de movimentação agradável. O dirigente, assim como Antônio, já sabe o que fará com a verba arrecadada. “Tivemos mais lucros do que perdas, e isso é o que nos favoreceu. Agora vamos cobrir contas de energia, telefone e alimentação”, pontua.

Outra entidade que obteve bons lucros foi a Associação Atlética Alicerce Nova Lima. A instituição, de acordo com o presidente Márcio Inácio Lima, conseguiu juntar cerca de R$ 2.500.

“A festa foi uma surpresa para nós. Na escala de zero a 10 eu daria nota 20 pela organização, estrutura e todo atendimento da comissão. Infelizmente, não tivemos preparo suficiente para corresponder melhor, mas agradecemos imensamente o apoio da Prefeitura”, ressaltou. A entidade afirma que o dinheiro levantado durante a festa junina será aplicado na compra de kimonos infantis e custear viagens para participação em campeonatos.

Associação de Moradores do Bairro Guanandi I avaliou os resultados como ótimo e instalará calha no prédio da entidade. “Conseguimos atingir a meta. A organização foi perfeita”, contou Leondas Delmondes, representante do bairro.

O padre Dirson, responsável pela Associação Redentoristas Filhos de Maria, fala em tom satisfatório que, apesar de o local ainda não ter feito o balanço final da movimentação no arraial, estima que a experiência rendeu frutos e agora pretende-se investir a verba na construção de um prédio em uma área rural para recuperar dependentes químicos.

Este ano o Arraial de Santo Antônio contou com a participação de 54 entidades filantrópicas, que oferecem ao público bebidas e comidas típicas das festas juninas. Sete  barracas foram destinadas à venda de artesanatos. A organização do tradicional Arraial ficou por conta da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Serviço Social do Comércio (Sesc) e Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul).

Músicos locais e outros de renome regional animaram os quatro dias de festejo no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Como ocorre em todos os anos, o Arraial de Santo Antônio levou milhares de campo-grandenses ao parque para se divertir e prestigiar a apresentação de quadrilhas.

“É uma festa cultural para o campo-grandense. Estamos surpresos com o resultado que tivemos. Sem dúvidas a realização desta festa, com apoio dos parceiros, fez com que o Arraial lotasse e as entidades fossem beneficiadas”, avaliou a titular da Sectur, Nilde Brun.

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