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1. SOBRE O PLANO

No dia 25 de março de 2009 foi assinada pelo Prefeito Nelson Trad Filho, a ordem de serviço para a elaboração do Plano Local das Zonas Especiais de Interesse Cultural da Região Urbana do Centro.

Também conhecido como PLANO DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO DE CAMPO GRANDE, a iniciativa é, sem dúvida, motivo de grande expectativa para o cidadão campo-grandense.

A elaboração do Plano Local para as Zonas Especiais de Interesse Cultural do Centro – ZEICs Centro – será fundamentada pelas seguintes premissas:

a) Humanização dos espaços coletivos produzidos;
b) Valorização dos marcos simbólicos e históricos existentes;
c) Incremento ao lazer e cultura;
d) Incentivo à instalação de habitações;
e) Preocupação com aspectos ambientais;
f) Participação da comunidade na concepção e implantação.

Essa revitalização não deve se basear apenas em critérios funcionais, mas também políticos, sociais e ambientais, de forma a conferir ao resultado final uma nova vitalidade econômica e social.

Importante salientar que a participação da comunidade e de todos os setores envolvidos nesse processo de revitalização é fundamental. Assim, a proposta técnica apresenta mecanismos de participação social e de parcerias com setores da iniciativa privada.

Resgatar o valor da área central, com o aumento da vitalidade econômica e social e também programar e incentivar atividades culturais é um importante passo em direção a um desenvolvimento do setor do turismo, na medida em que essas atividades podem significar um incentivo à produção cultural local e, consequentemente, o surgimento de situações enriquecedoras da vida urbana.

A perspectiva de resultado de todo esse trabalho, além da revitalização do espaço urbano e sua requalificação econômica, social, cultural, paisagística e ambiental é o fortalecimento da cidadania através da valorização de aspectos formadores da identidade cultural local.


SAIBA MAIS!

Campo Grande, assim como outras cidades grandes e médias no Brasil e no mundo, passa por um processo de degradação de sua área central, fruto do surgimento de outros centros de atração de negócios e de lazer que provoca um esvaziamento desta área com a perda de suas principais funções de sintetizador do desenvolvimento e da vida urbana. Nesse processo, verificam-se como conseqüência o empobrecimento gradativo da área central e o direcionamento dos investimentos para outros pontos da cidade.

Esse empobrecimento não afeta apenas o centro, tendo em vista que a cidade passa a contar com uma área privilegiada em termos de serviços e localização, porém subutilizada. Também do ponto de vista cultural e social, esse desperdício gera um enfraquecimento nos aspectos que particularizam a cidade e que são afetos à sua história, pois é no centro que se concentra grande parte dos edifícios que, em função do tempo, constituem um patrimônio com potencialidades para o tombamento e que contam a história da ocupação urbana.

A rua 14 de Julho e a avenida Calógeras, entre outras, possuem importantes aspectos que podem vir a ser elementos qualificadores do espaço urbano e, portanto, da vida no centro, e hoje se encontram em franco processo de degradação com edifícios vazios, subutilizados e depredados cobertos com paralines que enfatizam ainda mais a impessoalidade do lugar.

A elaboração do Plano Local para as Zonas Especiais de Interesse Cultural do Centro – ZEIC’s Centro – se justifica muito mais pela possibilidade que representa de uma requalificação efetiva da área central, com propostas que culminam no desenho urbano, mas que passa antes por um intenso processo de discussão comunitária e de formulação de um plano de revitalização econômica, do que simplesmente um conjunto de ações de embelezamento urbano.