Apoio ao Acolhimento e Fortalecimento das Redes de Atenção a Saúde

"Prover ações e serviços de saúde com garantia de acesso equânime a uma atenção integral, resolutiva de qualidade, humanizada e em tempo adequado é um desafio a ser desenvolvido nas redes de atenção a saúde, com ações compartilhadas entre gestores, trabalhadores e usuários."

O Curso de Apoio ao Acolhimento e Fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde da MACRORREGIÃO DE CAMPO GRANDE é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde Pública de Campo Grande/MS, Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Secretarias Municipais de Saúde da Macrorregião de Campo Grande/MS e Politica Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS - Ministério da Saúde aprovada no CIES, CIR e CIB/MS.

O Curso é uma estratégia de apoio a gestão e atenção para mudanças do processo de trabalho das unidades de produção do SUS com foco no usuário, no trabalhador de saúde e na gestão. Parte da formação simultânea, permanente, intersetorial e transversal de uma Rede de Apoiadores Institucionais e Matriciais no território Municipal, Microrregional, Macrorregional, Estadual e Nacional. 

Para entender mais sobre as Regiões de Saúde, os mapas abaixo apresentam a divisão de 4 Regiões de Saúde do Mato Grosso do Sul, e o Curso da Macro de Campo Grande insere 04 Microrregiões e a Macro de Corumbá, pois essa última foi aprovada após o inicio do curso. 

A rede de apoiadores institucionais da PNH da Região de Saúde de Campo Grande/MS é composta por diversos atores, formando coletivos ampliados nos territórios de saúde, aquecendo as redes de atenção à saúde a partir da diretriz e do dispositivo de acolhimento nos serviços de saúde.  Os Coletivos são compostos pelos alunos e tutores do curso, convidados e usuários de saúde, que possam ativar coletivos, ter um objetivo em comum e desenvolver um projeto de intervenção com as equipes de saude.

  1. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Aquidauana
  2. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Campo Grande - capital
  3. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Campo Grande - interior
  4. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Corumbá
  5. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Coxim
  6. Coletivo da Politica Nacional de Humanização da Região de Jardim

Agenda de rodas de Apoio ao Acolhimento e Fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde

Confira a Agenda de Encontros e Rodas de Apoio ao Acolhimento nas Unidades de Saúde na Agenda Integrada da SESAU

APOIO AO ACOLHIMENTO

 O que é acolhimento?

Acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH), que não tem local nem hora certa para acontecer, nem um profissional específico para fazê-lo: faz parte de todos os encontros do serviço de saúde.


O acolhimento é uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes. Acolher é um compromisso de resposta às necessidades dos cidadãos que procuram os serviços de saúde.

Acolhimento com classificação de risco

A classificação de risco é um dispositivo da PNH, uma ferramenta de organização da "fila de espera" no serviço de saúde, para que aqueles usuários que precisam mais sejam atendidos com prioridade, e não por ordem de chegada.  

E quem  precisa mais?

Os usuários que têm sinais de maior gravidade, aqueles que têm maior risco de agravamento do seu quadro clínico, maior sofrimento, maior vulnerabilidade e que estão mais frágeis.

E como saber quem precisa mais?

A classificação de risco é feita por enfermeiros, de acordo com critérios pré-estabelecidos em conjunto com os médicos e os demais profissionais.  A classificação de risco não tem como objetivo definir quem vai ser atendido ou não, mas define somente a ordem do atendimento.  Todos são atendidos, mas há atenção ao grau de sofrimento físico e psíquico dos usuários e agilidade no atendimento a partir dessa 

Como faço para que o acolhimento aconteça no serviço de saúde?


É preciso que a equipe de saúde se reúna para discutir como está sendo feito o atendimento no serviço: qual o "caminho" do usuário desde que chega ao serviço de saúde, por onde entra, quem o recebe, como o recebe, quem o orienta, quem o atende, para onde ele vai depois do atendimento, enfim, todas as etapas que percorre e como é atendido em cada uma dessas etapas.

Essa discussão com toda a equipe vai mostrar o que pode ser mudado para que o usuário seja melhor acolhido. Assim, a partir dessa reunião pode haver mudanças na entrada, na sala de espera, por exemplo, para que haja um profissional de saúde que acolha o usuário antes da recepção, forneça as primeiras orientações e o encaminhe para o local adequado.

A recepção também pode mudar, utilizando-se a classificação de risco e também um pós-consulta, ou seja, uma orientação ao usuário depois da consulta, a partir do encaminhamento que tiver sido feito na consulta.

É importante ainda ampliar a qualificação técnica dos profissionais e das equipes de saúde para proporcionar essa escuta qualificada dos usuários, com interação humanizada, cidadã e solidária da equipe, usuários, família e comunidade.
As possibilidades de acolhimento são muitas e o importante é que as melhorias sejam feitas com a participação de toda a equipe que trabalha no serviço.

 

ACOLHIMENTO À DEMANDA ESPONTÂNEA

 



 

APOIO AS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE - RAS

A Rede caracteriza-se pela formação de relações horizontais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), pela centralidade nas necessidades em saúde de uma população, pela responsabilização na atenção contínua e integral, pelo cuidado multiprofissional, pelo compartilhamento de objetivos e compromissos com os resultados sanitários e econômicos.

O seu objetivo é promover a integração sistêmica, de ações e serviços de saúde com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do sistema em termos de acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária; e eficiência econômica. O conceito da Rede é apresentado no esquema abaixo:

ELEMENTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

A operacionalização da RAS se dá pela interação dos seus elementos constitutivos:

(1) POPULAÇÃO ADSCRITA a um determinado território (região de saúde)

(2) ESTRUTURA OPERACIONAL, que inclui:

a) Pontos de atenção em saúde:
• Unidades de Atenção Básica – centros de comunicação
• Pontos de atenção secundários e terciários
• Sistemas de apoio diagnóstico e terapêutico

b) Sistemas transversais que conectam os pontos de atenção
• Sistemas logísticos: identificação usuário; centrais de regulação; registro eletrônico e sistema de transporte sanitário
• Sistemas de governança: institucional, gerencial e de financiamento

(3) MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE, modelo lógico que organiza o funcionamento da RAS

CARACTERÍSTICA DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

A Rede de Atenção à Saúde caracteriza-se pela formação de relações horizontais entre os pontos de atenção com o centro de comunicação na Atenção Primária à Saúde (APS), pela centralidade nas necessidades em saúde de uma população, pela responsabilização na atenção contínua e integral, pelo cuidado multiprofissional, pelo compartilhamento de objetivos e compromissos com os resultados sanitários e econômicos.

FUNDAMENTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

Para assegurar resolutividade na rede de atenção, alguns fundamentos precisam ser considerados:
(1) ECONOMIA DE ESCALA, QUALIDADE, SUFICIÊNCIA, ACESSO E DISPONIBILIDADE DE RECURSOS: É a lógica fundamental na organização da rede de atenção à saúde.

(2) INTEGRAÇÃO VERTICAL E HORIZONTAL: Na construção da RAS devem ser observados os conceitos de integração vertical e horizontal, que vêm da teoria econômica e estão associados a concepções relativas às cadeias produtivas.

(3) PROCESSOS DE SUBSTITUIÇÃO: São definidos como o reagrupamentos contínuos de recursos entre e dentro dos serviços de saúde para explorar soluções melhores e de menores custos, em função das demandas e das necessidades da população e dos recursos disponíveis.

(4) REGIÃO DE SAÚDE OU ABRANGÊNCIA: A organização da RAS exige a definição da região de saúde, que implica na definição dos seus limites geográficos e sua população e no estabelecimento da relação de ações e serviços que serão ofertados nesta região de saúde.

(5) NÍVEIS DE ATENÇÃO: Fundamentais para o uso racional dos recursos e para estabelecer o foco gerencial dos entes de governança da RAS, estruturam-se por meio de arranjos produtivos conformados segundo as densidades tecnológicas singulares.

ATRIBUTOS DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE

Considera-se que não há como prescrever um modelo organizacional único para as RAS, contudo as evidências mostram que o conjunto de atributos apresentados a seguir são essenciais para o seu funcionamento:

(1) POPULAÇÃO E TERRITÓRIO definidos com amplo conhecimento de suas necessidades e preferências que determinam a oferta de serviços de saúde;

(2) Extensa gama de ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE que presta serviços de promoção, prevenção, diagnóstico, tratamento, gestão de casos, reabilitação e cuidados paliativos e integra os programas focalizados em doenças, riscos e populações específicas, os serviços de saúde individuais e os coletivos;

(3) ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE estruturada como primeiro nível de atenção e porta de entrada do sistema, constituída de equipe multidisciplinar que cobre toda a população, integrando, coordenando o cuidado, e atendendo as suas necessidades de saúde;

(4) Prestação de SERVIÇOS ESPECIALIZADOS em lugar adequado;

(5) Existência de MECANISMOS DE COORDENAÇÃO, continuidade do cuidado e integração assistencial por todo o contínuo da atenção;

(6) Atenção à SAÚDE CENTRADA NO INDIVÍDUO, na família e na comunidade, tendo em conta as particularidades culturais, gênero, assim como a diversidade da população;

(7) SISTEMA DE GOVERNANÇA único para toda a rede com propósito de criar uma missão, visão e estratégias; definir objetivos e metas que devam ser cumpridos no curto, médio e longo prazo;

(8) PARTICIPAÇÃO SOCIAL ampla;

(9) GESTÃO INTEGRADA DOS SISTEMAS de apoio administrativo, clínico e logístico;

(10) RECURSOS HUMANOS SUFICIENTES, competentes, comprometidos e com incentivos pelo alcance de metas da rede;

(11) SISTEMA DE INFORMAÇÃO INTEGRADO que vincula todos da rede, com identificação de dados por sexo, idade, lugar de residência, origem étnica e outras variáveis pertinentes;

(12) FINANCIAMENTO TRIPARTITE, garantido e suficiente, alinhado com as metas da rede;

(13) AÇÃO INTERSETORIAL e abordagem dos determinantes da saúde e da equidade em saúde; e

(14) GESTÃO BASEADA EM RESULTADO.

> SAIBA MAIS:
Portaria Nº4.279 de 30 de dezembro de 2010
Estabelece diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).